Psicólogo americano atesta: a repetição de testes é a melhor forma de memorizar.

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O cientista John Dunlosky, da Kent State University, de Ohio avaliou inúmeros métodos de estudo. Conclusão: a repetição de desafios ao longo do tempo é o melhor meio de aprender aquilo que está sendo estudado. Mas como estudar deste modo? Vejamos a seguir.

1. Os métodos de baixa eficiência
2. Como funciona o senso comum?
3. Como deve acontecer a repetição de testes?
4. Como se desafiar periodicamente sem cair na sobrecarga?

1. Os métodos de baixa eficiência
Por incrível que pareça, o professor Dunlosky verificou que os métodos mais utilizados pelos alunos e recomendados pelos professores não são efetivos ao aprendizado de médio/longo prazo, aquele exigido pelos concursos e vestibulares, por exemplo.
Segundo o estudo, resumos, marcação de texto, releitura e mneumônicos não são bons métodos para realmente fixar os assuntos. Ao mesmo tempo, estas técnicas estão entre as mais adotadas pelos estudantes.
Há dois motivos para você utilizar métodos mais modernos: você precisa de um diferencial, busque novas técnicas. A outra razão: as técnicas adotadas pela concorrência são ineficientes, para que você vai estudar através delas?

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2. Como funciona o senso comum?
Há muitos anos eu tenho ouvido um ditado popular: “a repetição é mãe do aprendizado”. Geralmente, não damos muita atenção aos ditados populares, por serem resultado do senso comum, das crenças preconcebidas.
Mas não é que a pesquisa do Dr. Dunlosky confirmou o ditado popular? A repetição realmente é, não apenas importante, mas também um requisito básico para o aprendizado. Não há aprendizado sem repetição, não esqueça disso!

3. Como deve acontecer a repetição de testes?

Apenas duas das técnicas avaliadas por ele se mostraram eficazes: testar-se a si mesmo e distribuir a revisão em um período de tempo mais longo. Isto é, concurseiros que desafiam a si mesmos ou buscam frequentemente encontrar o conteúdo na sua memória vão memorizar melhor aquele material no longo prazo.
O primeiro passo é ler o livro/apostila e, posteriormente, elaborar cartões de estudo com os principais conceitos. Depois, teste a si mesmo, tentando lembrar os conteúdos dos cartões. Mais de mil pesquisas científicas mostram que distribuir esses testes ao longo do tempo é super importante para memorizar o conteúdo.
Os testes cobram uma atenção maior do que a passiva leitura de um livro. A repetição tem a ver com a lei do uso e desuso, que explicamos mais detalhadamente em a melhor forma de estudar para concurso.
Porém, como não enfrentar uma sobrecarga por causa da repetição? É isso que explicaremos no próximo tópico.

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4. Como se desafiar periodicamente sem cair na sobrecarga?

A melhor maneira de evitar a sobrecarga é associar flashcards à revisão espaçada. Os flashcards são cartões digitais que vão direto ao assunto e são apresentados automaticamente por um sistema. Através dele, o seu estudo se torna mais rápido e eficiente, o sistema mostra o cartão exatamente na véspera do seu esquecimento.
É a revisão espaçada que faz o estudante revisar cada assunto na véspera do esquecimento, evitando assim que seja esquecido ou que seja lido em um dia desnecessário, quando a sua memória ainda está consolidada.
Desse modo, você poderá estudar mais em menos dias, priorizando somente aquilo que realmente precisa revisar. Mas como o sistema sabe o meu dia de esquecimento? Levando em consideração a sua avaliação pessoal.
A neurociência determina o dia exato da revisão de acordo com cada avaliação. Quando você informa ao sistema o grau de dificuldade, ele automaticamente lhe mostrará aquele mesmo cartão no dia que deve ser revisto para não ser esquecido.
Este é o método de estudo que define o que estudar para concurso. Temos um texto que explica o funcionamento dos prazos de revisão, bem como a criação dos flashcards, você precisa ler em plano de estudo para concurso.
Bom estudo concurseiro! Gostou do texto? Tem alguma crítica, dúvida ou sugestão? Deixe um comentário 🙂

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