Repetição espaçada: apresentamos a melhor forma de estudar para concurso 

Repetição espaçada: apresentamos a melhor forma de estudar para concurso 

 

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Quando foi a última vez que você se propôs a aprender algo? Provavelmente tenha acontecido há pouco tempo atrás. O fato é que, ao longo da vida de toda pessoa, existem múltiplas situações nas quais devemos aprender algo, seja um idioma, a utilização de um aparelho eletrônico ou a tocar um instrumento. Hoje em dia, isto é ainda mais frequente. Vivemos na era da informação e podemos dizer que tentamos aprender coisas praticamente todos os dias.  Além disso, para muitos, o aprendizado se torna um assunto ainda mais sério, como é o caso dos concurseiros. Eles assumem o desafio de aprender uma grande quantidade de matérias para passar na prova que lhes permitirá conquistar o cargo público tão sonhado.

Embora exista uma infinidade de situações que envolvem aprender de uma forma ou de outra, não chama a atenção a falta de inovações e novidades reais no mundo dos concursos? Assim como a medicina ou a tecnologia apresentam constantes mudanças, parece que aquilo que tem a ver com o aprendizado (de um idioma, de um instrumento musical ou de uma matéria) continua praticamente igual ao que existia há décadas atrás. É claro que agora você pode escolher entre usar um tablet ou um laptop, grifar em amarelo ou em vermelho, ver vídeo-aulas ou ler um PDF, mas nos referimos a avanços verdadeiramente efetivos… será que simplesmente temos que aceitar este cenário?

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Boas noticias! Foi exatamente esta situação que levou anos atrás vários grupos de pesquisadores a procurar algum método que realmente tivesse um grande impacto no aprendizado. O que se procurava era um aprendizado mais eficiente, que apresentasse resultados melhores depois de menor tempo e/ou esforço, um método que gerasse aprendizado duradouro ao longo do tempo. Nada até esse momento tinha produzido bons resultados sem modificar o funcionamento do cérebro. Os derivados das anfetaminas que hoje em dia são prescritas às crianças com ADHD, ou outras substancias semelhantes, envolvem um grande risco para a saúde e são exemplos de modificadores do funcionamento cerebral utilizados no estudo.

O interessante é que, com base em pesquisas pouco conhecidas do século passado, pesquisadores criaram um método extremamente eficiente para o aprendizado que não gera qualquer prejuízo para a saúde física e mental, muito pelo contrário, melhora o desempenho cerebral. Qual foi resultado?  Um dos métodos de maior evidência científica: a Repetição Espaçada ou Revisão Espaçada. A Repetição espaçada consiste em distribuir o aprendizado ao longo do tempo para evitar que a informação se esqueça.

“A repetição espaçada consiste em distribuir o aprendizado ao longo do tempo para evitar que a informação se esqueça”.

Todos sabemos que aprender algo é simples, o difícil é lembrar semanas ou meses depois. Então, antes de falarmos mais profundamente sobre a revisão espaçada, vamos apresentar alguns dos benefícios deste método.

  1. Em 96% dos casos, a revisão espaçada é mais eficaz do que os outros métodos de estudo, de acordo com 317 pesquisas realizadas em diferentes países.
  2. A retenção na memoria aumentou mais de 100% na última pesquisa da equipe de Karpicke e Roediger.
  3. Utilizando a revisão espaçada, a lembrança do material 2900 dias (aproximadamente 8 anos) depois de estudar torna-se tão forte quanto aquela que surge apenas segundos após o estudo.
  4. O tempo economizado em relação aos outros métodos de estudo pode ser de até 300% apenas em um período de 2 meses.

O objetivo deste artigo é apresentar por que a repetição espaçada é o método mais efetivo e provado de estudo existente na atualidade e como ele funciona.

O nascimento de uma revolução

O cientista alemão Hermann Ebbinghaus, professor da Universidade de Berlin, foi o primeiro a descobrir e testar o fenômeno do espaçamento no livro “Memory: A Contribution to Experimental Psychology”, publicado em 1885. O fenômeno que ele descobriu demonstrou que o aprendizado é maior e mais resistente ao esquecimento quando é distribuído ao longo do tempo.

Ele o descobriu investigando com palavras sem significado, chamadas “trigramas”, como por exemplo DAX ou BOK. Com isto, ele queria eliminar o efeito que teria o conhecimento prévio do assunto, como ocorre com as palavras que usamos normalmente.

Porém, como anedota, podemos dizer que ele ficou surpreso quando os participantes davam significados às trigramas sem sentido, o que mostra a importância de entender o que se estuda para um correto aprendizado e memorização.

 

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Derivado destas pesquisas, surgiu um conceito que até hoje é conhecido como a “curva do esquecimento”. Nela, é mostrado como a informação é aprendida, sendo esquecida progressivamente com o decorrer do tempo, sendo a primeira maior queda 20 minutos depois da sessão de estudo e a segunda 1 hora depois. Posteriormente, a perda segue um ritmo mais estável de queda, após o primeiro dia.

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Além da curva de esquecimento, ele descreveu o efeito de posicionamento, que mostra como a posição em que são aprendidas determinadas informações afetam a posterior recordação. Os dois efeitos mais importantes aqui são o efeito de recência, que implica em um aumento de recordação da última informação aprendida e, paralelamente, o efeito de primazia, que envolve uma melhor memorização daquela informação estudada primeiro, porque é mais provável que seja acessada na memória de longo prazo.

Porém, o problema das pesquisas do Ebbinghaus (e parte dos motivos pelos quais poucos se interessaram em aplicar os conceitos dele fora do laboratório) é que ele era o único sujeito das suas pesquisas. Isto claramente limita a possibilidade de generalizar os resultados à sociedade. Além disso, o fato dele utilizar trigramas e não palavras reais, não representava como ocorre o aprendizado real, que envolve palavras e conteúdo real. Isto limitava também o que se conhece como validez ecológica.

O primeiro cientista a apontar que a revisão espaçada poderia ser utilizada para melhorar o aprendizado foi o Prof. C.A. Mace em 1932:

“Talvez as descobertas mais importantes são aquelas relacionadas com a apropriada distribuição dos períodos de estudo”.

Uns anos depois, H.F. Spitzer testou com 3600 alunos a revisão espaçada e mostrou a grande efetividade dela no aprendizado.  Porém, somente nas décadas de 1960 e 1970 a equipe de psicólogos Landauer & Bjork e Paul Pismleur, criador do método Pismleur para aprendizado de línguas, começaram a manipular os intervalos de revisão para aumentar o aprendizado. Assim, a revisão espaçada foi aplicada na vida real, fora do laboratório.

Posteriormente, Sebastian Leitner criou o mundialmente conhecido “sistema Leitner”, que combinava a utilização de flashcards com a repetição espaçada. Os flashcards são fichas de papel onde aparecem de um lado uma pergunta e do lado oposto a resposta, lhe obrigando a pensar na informação cobrada. No sistema Leitner, os flashcards estavam repartidos em diversos grupos, definidos de acordo com o domínio que a pessoa tivesse do conteúdo. O funcionamento ocorre assim: o estudante tenta lembrar a resposta do flashcard, se ele acerta, colocará o cartão no grupo seguinte e, se erra, o colocará novamente no primeiro grupo. Cada grupo tem um período de revisão maior que o anterior, de forma que os cartões dos últimos grupos são revisados com menor frequência quando comparados com os primeiros.

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Com a aparição dos computadores, este método de ensino foi replicado muitas vezes, aproveitando que agora as pessoas não precisam mais criar flashcards físicos nem calcular o período de revisão para cada um dos cartões, aplicando cada vez mais algoritmos de revisão mais precisos. O computador apresenta as revisões automaticamente e de forma personalizada.

O que é a repetição espaçada e como funciona na realidade?

Em essência, consiste em fazer revisões repetidas dos pontos mais importantes ao longo do tempo. Acontece quando apresentamos um conceito para que o estudante aprenda, esperamos um determinado tempo e depois apresentamos o mesmo conceito novamente. A revisão espaçada permite que os estudantes gravem a informação de forma mais resistente ao esquecimento.

O desafio do aprendizado, como foi explicado anteriormente, é se manter estável durante muito tempo, ou seja, evitar o esquecimento e maximizar a lembrança.  Até aí tudo claro, parece que não é nada fora do comum, não é?

Então, parece que a solução consiste em revisar a informação antes de esquecê-la, não é? Mas não é tão simples assim, senão estaríamos diariamente revisando tudo para evitar esquecer! Isto seria impossível, por exemplo, para alguém que se prepara para um concurso público no qual serão cobrados milhares de dados.

A chave é saber o dia exato no qual cada informação é esquecida, para programar, justamente em sua véspera, uma revisão e assim evitar o esquecimento desta informação. Como você pode observar na imagem embaixo, o grande beneficio é que depois de cada revisão, a fixação na memoria se torna mais forte, evitando o esquecimento por mais tempo. Portanto, com o passar do tempo, serão necessárias menos revisões porque a informação está gravada com mais força na memória.

“A chave é saber o dia exato no qual cada informação é esquecida, para programar, justamente em sua véspera, uma revisão e assim evitar o esquecimento da informação.“

 

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Por outro lado, Donovan e Radosevich mostraram como os intervalos de revisões às vezes podem ser tão longos que o efeito da revisão espaçada desaparece depois de um tempo, o que indica que é fundamental calcular qual será o momento mais adequado em função do número de revisões prévias e do nível de conhecimento. Definitivamente, o melhor intervalo sempre será o mais longo possível, mas antecedendo o esquecimento. No caso dos concurseiros, há uma grande distância entre o dia de início do estudo e o dia da prova. Lembramos aqui novamente a investigação do pesquisador Cepeda, que apontou que 8 anos depois de utilizar a revisão espaçada, a lembrança se mantém tão forte quanto aquela que surge segundos após o estudo.

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Paralelamente, ficou demonstrado que, quanto maior o tempo que precisamos para a manutenção da retenção, maior pode ser o intervalo depois de cada sessão de estudo.

Por este motivo, é fundamental criar sessões de estudo com revisão espaçada em intervalos progressivamente maiores. Isto permite que, entre as revisões, o concurseiro ou qualquer estudante tenha tempo para se dedicar a outras matérias ou para aprender material novo.

De fato, a memória funciona desta forma porque, se o material não é revisado, nosso sistema cognitivo, que procura economizar recursos, entende que não há razão para armazená-lo na memória de longo prazo. Em outras palavras, ao entender que aquilo que não é revisado não é útil, acaba descartando.

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Como vemos, a revisão espaçada em intervalos cada vez maiores é o melhor método de estudo para garantir o aprendizado de longo prazo, justamente o aprendizado necessário para estar preparado para um concurso ou para o aprendizado de uma língua, para citar apenas dois exemplos.

A utilização de intervalos de estudo cada vez maiores é tão benéfica que é mais eficiente do que outras técnicas, como o estudo com imagens ou estudo com conteúdo familiar. Tudo evidencia, portanto, que a utilização adequada da revisão espaçada a leva a ser considerada como o método mais eficaz por cientistas como o Professor Janiszewski, da Universidade da Flórida.

“Em um dos estudos mais completos e recentes sobre este efeito, a equipe do pesquisador Cepeda revisou 317 experimentos diferentes e identificou que em 96% dos casos a revisão foi mais eficaz para o aprendizado do que outros métodos de estudo”.

Espaçar as revisões no tempo reduz o numero de vezes que devemos rever o material para obter o mesmo nível de aprendizado. Ou seja, o numero de repetições pode ser reduzido em grande quantidade simplesmente aumentando cada vez mais o tempo (de acordo com um algoritmo de memória) entre cada revisão do material.

 Porém, os benefícios da revisão espaçada não são aplicáveis apenas na educação, como explicávamos anteriormente. Por exemplo, sabemos que pode ser benéfica para a criação de ideias mais persuasivas e produtos mais desejados, sendo aplicada no marketing para otimizar algumas campanhas de publicidade ou em campanhas políticas. Nem sempre mais repetições do anúncio significa um maior desejo de compra ou persuasão, por este motivo é fundamental programar os momentos mais adequados para apresentar novamente determinada ideia.

É importante salientar que as revisões espaçadas não precisam ser sempre repetições literais do conteúdo, elas podem incluir também:

  • Histórias, exemplos, metáforas, ilustrações e outras formas de oferecer um contexto e um exemplo.
  • Testes, exercícios, simulados, estudos de casos, role-play e toda forma de revisão prática.
  • Debates, argumentações e outras formas de aprendizado compartilhado.

Além disso, as revisões podem ser de feitas com conteúdo visual ou auditivo, com texto, áudio, vídeo, computador, aulas, etc.

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Apesar da revisão espaçada ser um dos fenômenos mais estudados nas últimas décadas, as causas do grande beneficio que esta proporciona ainda está sob debate. As principais hipóteses são:

  • O maior espaçamento demanda um esforço cognitivo extra e este esforço cria uma fixação maior na memória.
  • O maior espaçamento cria traços de memória mais variados, criando múltiplas rotas para recuperar a informação.
  • O maior espaçamento gera maior esquecimento durante o aprendizado, fazendo com que os estudantes usem estratégias de codificação mais efetivas que ajudam na posterior recordação da informação.
  • Primming semântico: O fato de ter processado o significado de determinadas palavras ou informações com anterioridade, facilita os seguintes processamentos, que envolvem menor tempo e uma maior facilidade de recuperação da nossa memória.

 

Porém, uma pergunta fica no ar: Por que a revisão espaçada não é tão utilizada se é tão efetiva?

Desafortunadamente, uma das descobertas mais comuns nas pesquisas sobre este assunto é que os estudantes pensam (erroneamente) que as sessões de estudo continuadas, nas quais muitas matérias são estudadas em uma única sessão e sem revisões posteriores, produzem resultados melhores. Os pesquisadores Zechmeister e Shaughnessy descobriram que este tipo de estudante, tem uma exagerada sensação da habilidade para lembrar com o decorrer do tempo da informação estudada.

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Este tipo de estudo oferece a falsa sensação de que eles conhecem o material, fazendo com que o evitem revisar novamente. O resultado é conhecido por todos: na hora da prova, grande parte do material foi esquecido, a lembrança atinge quase exclusivamente o conteúdo geral ou superficial. O que as pesquisas de Rothkopf também apontam é que a grande maioria das instituições educativas acabam utilizando sessões de estudo continuadas e evitam utilizar a revisão espaçada, pelo mesmo motivo dos estudantes. Porém, depois de notar que através da revisão espaçada o rendimento dos alunos cresceu 76%, muitas instituições acabaram introduzindo em todo o mundo. No Brasil, poucas Instituições sequer conhecem o método, por falta de pesquisa sobre os avanços tecnológicos ocorridos no exterior.

Prática espaçada é melhor do que a apresentação espaçada

Quando são estudados os benefícios da revisão espaçada, é essencial considerar a forma de estudo do material. Por este motivo, foi demonstrado que o estudo prático – mediante recordação, como perguntas ou testes que envolvam resolver um determinado problema – produzem resultados ainda melhores do que a mera apresentação passiva do material.

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Isto é especialmente importante se a prática está acompanhada de feedback sobre o rendimento do aluno. A recordação ativa do material gera uma maior fixação que o reconhecimento da informação, como o que ocorre quando um material didático (texto, vídeo, imagem, etc) é apresentado repetidamente.

 

Aplicações praticas da revisão espaçada

 

Caso 1: Empresa Zoom.

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A empresa “Zoom”, dedicada a criar soluções inovadoras na área de informática e internet quer melhorar a preparação dos empregados sobre as últimas novidades no ramo. Para isso, ao invés de criar longos e tediosos conteúdos informativos que são distribuídos por muito tempo, a empresa criou um sistema no qual cada segunda feira manda ao e-mail dos empregados um vídeo explicativo de 4 minutos. Depois disso, a cada sexta-feira acontecem debates e conversas nas quais são discutidas as aplicações que a empresa poderá fazer com as novidades apresentadas no vídeo.

Os debates cada vez são mais ricos porque, progressivamente, vai aparecendo novo material e, embora seja priorizado o material dessa semana, todo o conteúdo anterior é levado em consideração. Uma vez por mês, cada empregado tem que fazer um teste que cobra os pontos mais importantes do que foi explicado nos vídeos nesse mês.

 Aquela informação que ele não consegue lembrar é salva para: enviar novamente os trechos dos vídeos relativos a esta informação e apresentar a pregunta do teste no futuro, acompanhando assim a evolução.

Desta forma, a empresa Zoom consegue fazer com que os empregados fiquem mais motivados e aprendam constantemente novo conteúdo, que é revisado depois de uma semana no debate com os outros membros da empresa. Paralelamente, cada funcionário é acompanhado em suas dificuldades de aprendizado, sendo este o critério de seleção do que será revisado prioritariamente. Depois de um ano, o grau de aprendizado e de motivação é muito maior do que aquele atingido através dos métodos tradicionais.

Caso 2: Raphael, professor de defesa pessoal.

 

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Raphael é professor de uma aula que ensina técnicas de defesa pessoal para as forças armadas durante 1 mês em aulas de 60 minutos. As técnicas começam com movimentos relativamente simples e vão evoluindo para técnicas cada vez mais complexas de múltiplos movimentos. Anteriormente, ele ensinava o básico e pouco a pouco ia progredindo para o avançado, mas ficava surpreso como, mesmo aprendendo os movimentos avançados, muitos alunos esqueciam os simples depois de um tempo.

Agora ele utiliza a revisão espaçada para planejar suas aulas. Cada dia ele começa revisando as técnicas ensinadas no dia anterior e cada semana dedica 15 minutos a praticar todas as técnicas antes de continuar com outras novas. No final do mês, ele lança mão de uma sessão inteira para revisar todas as técnicas que foram aprendidas naquele mês. Para isso ele repete os 4 espaços de 15 minutos que eram utilizados a cada semana.

Com este planejamento, os soldados não só ficam melhor preparados ao aprender constantemente sobre aquilo que já aprenderam, mas economizam tempo ao evitar ensinar novamente movimentos que esqueceram.

 

 

Caso 3: Professora de ensino médio.

 

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Mariana trabalha em uma escola de ensino médio e está decidida a mudar a forma que os estudantes dela aprendem. Ela não gosta de ver como muitos estudantes estudam apenas na véspera da prova e, no final do ano, não lembram do que foi explicado nas primeiras unidades. O objetivo dela não é fazer com que eles apenas passem nas provas, mas sim estimular o verdadeiro aprendizado. Depois de conhecer a revisão espaçada, ela implementou algumas mudanças que melhoraram imensamente a efetividade da preparação dos alunos. Em vez de aplicar uma prova na metade do ano e outra no final do ano, como fazia anteriormente, ela aplica 10 provas durante o ano. Cada uma das provas cobra 50% de informação nova estudada pouco tempo antes da prova e 50% de informações mais remotas.

Desta forma, sempre estará sendo avaliado todo o conteúdo para evitar o esquecimento com o passar do tempo. Agora ela percebe que os alunos não apenas tiram dúvidas do material mais recente, mas também são motivados a perguntar por informações que estudaram tempos atrás e que estão vendo que não conseguem acertar nas sucessivas provas. O melhor é que ela mudou a forma de ver os alunos, agora ela entende que muitas vezes é a própria forma de organizar as aulas que faz com que eles estudem apenas o que é cobrado, o que leva a aprovação. Agora, quando eles sabem que tem que entender toda a matéria, também mudam a forma de estudar.

 

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