Gosta de estudar marcando o texto? Aprenda a marcar da forma correta

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Os seus materiais de estudo tratam de temas variados. Introdução, informações objetivas, períodos explicativos, breves resumos conclusivos, entre outros, são espécies de dados contidos em todos os livros/apostilas. Porém, a integralidade do texto pode ser resumida em partes menores que, por si só, são capazes de resumir toda a ideia. Com o objetivo de encontrar essas partes menores, você marca o que considera mais importante. Contudo, será que a forma de marcar que mais leva ao aprendizado é essa? Neste texto, vamos mostrar que é necessário ir além desse critério e apresentaremos as melhores técnicas para aprender mais. Vejamos:

1-Você marca as partes que considera importante?

2-Quem deve dizer quais são as partes mais importantes

3-A principal técnica: faça o confronto da prova com o material

4-Não escolha qualquer prova

5-Aprenda a fazer remissões

6-Elimine apostos

7-Revise os resumos frequentemente

1-Você marca as partes que considera importante?

Já apresentamos alguns métodos de resumo, como o que estudar para concurso. Agora apresentaremos nova técnica que pode ser usada paralelamente. Um erro muito cometido pelos estudantes é acreditar que eles são capazes de definir as partes mais importantes de um livro ou apostila. O erro é comum porque, em geral, todos são orientados, desde muito jovens a marcar as partes mais importantes. Porém, ninguém responde a seguinte pergunta: qual é o critério e quem vai definir um trecho como importante ou como irrelevante?

Como você, que não sabe o que vai ser cobrado na prova, pode estar apto a decidir aquilo que é importante e aquilo que não é importante no conteúdo? Diante de tal questionamento, podemos concluir que você não pode continuar destacando o texto segundo a sua sensação pessoal de relevância. Mas quem deve definir as partes que serão marcadas?

2-Quem deve dizer quais são as partes mais importantes

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A resposta é clara. Basta se perguntar qual é o objetivo do seu estudo. É verdade que todo conhecimento deve existir para agregar à vida, é importante que seja assim. Entretanto, vendo de modo mais pragmático, a grande meta objetiva e imediata do estudo é a prova, é o concurso. Ele será o passaporte para o cargo que você tanto sonha alcançar.

Sendo assim, temos a primeira grande lição que não deve ser esquecida: não é você quem vai definir os trechos mais relevantes do material, é a prova!

3-A principal técnica: faça o confronto da prova com o material

Aqui, sugerimos uma mudança na ordem: ao invés de começar estudando todo o conteúdo e depois praticar questões, você deve praticar questões e, paralelamente, marcar o material de estudo.  Você já estudará direcionado ao modo como a prova cobra, sem perder tempo com temas secundários ou irrelevantes.

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Assim, em cada questão de provas anteriores do mesmo cargo, você deve identificar o assunto e os detalhes cobrados. É preciso encontrá-los nas apostilas e livros e marcá-los. Dessa forma, você saberá o que deve ser estudado em meio a tanto conteúdo do livro. Você terá um resumo. A análise desse resumo tornará o estudo mais eficiente: aprenderá apenas aquilo que realmente importa e aproveitará melhor o tempo disponível.

Quando abrir o livro, não ficará perdido. Saberá onde estão os conteúdos que farão toda a diferença para que você passe no seu concurso.

4-Não escolha qualquer prova

Para realizar o confronto supramencionado, é essencial saber a prova que deve ser utilizada. Não adianta escolher simplesmente questões de Informática ou Direito Constitucional, por exemplo. Cada cargo apresenta características próprias. Isso reflete na prova. A forma de abordar e cobrar um mesmo tema varia de um cargo para outro. Por exemplo, Direito do Trabalho não vai ser tratado do mesmo modo na prova de Analista do TRT e de Juiz do Trabalho. Há diferenças fundamentais.

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No momento do confronto, você deve utilizar apenas questões de provas anteriores do seu cargo específico. Se possível, dê preferência também às provas da mesma banca que realizará ou deve realizar o seu concurso. Dizemos “se possível” porque, muitas vezes, o novo certame prevê banca diferente daquelas que realizaram anteriormente. Além do mais, não há prejuízo em estudar mediante questões de outras bancas, o que realmente é decisivo e pode ser prejudicial é estudar por provas elaboradas para selecionar candidatos de outros cargos. Você poderá perder tempo se dedicando a assuntos que não possuem relevância para o seu certame.

5-Aprenda a fazer remissões

As remissões são mecanismos que facilitam a busca pelos temas. Proporcionam um estudo interdisciplinar, o que torna o aprendizado mais eficiente, como explicamos na melhor forma de estudar para concurso. Vejamos de modo bem prático, apenas para exemplificar como fazer:
Você identifica que essa questão de Direito Constitucional cobrou os fundamentos, objetivos e princípios das relações internacionais da República:

(Concurso – Cargo Técnico – TRT 23ª Região) Ao dispor sobre os Princípios Fundamentais da República Federativa do Brasil, a Constituição prevê, expressamente, como (1) fundamento, (2) objetivo e (3) princípio de relações internacionais da República:

a)

(1) Fundamento – a soberania

(2) Objetivo – a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária

(3) Princípio de relações internacionais da República – a solução dos conflitos pela arbitragem

 

b)

(1) Fundamento – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa

(2) Objetivo – a garantia do desenvolvimento nacional

(3) Princípio de relações internacionais da República – a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade

 

c)

(1) Fundamento – a cidadania

(2) Objetivo – a promoção de formas alternativas de geração de energia

(3) Princípio de relações internacionais da República – a independência nacional

 

d)

(1) Fundamento – a dignidade da pessoa humana

(2) Objetivo – a proteção da infância e da juventude

(3) Princípio de relações internacionais da República – a concessão de asilo político

 

e)

(1) Fundamento – o parlamentarismo

(2) Objetivo – a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária

(3) Princípio de relações internacionais da República – a defesa da paz

 

A partir disso, você pode buscar esses assuntos em um livro de Direito Constitucional (indicado para provas objetivas – devem ser manuais e obras esquematizadas) indo ao sumário e lendo as páginas correspondentes. Exemplifico com Pedro Lenza. Ele trata dos fundamentos, objetivos e princípios das relações internacionais da República Federativa do Brasil nas páginas 1152-1154. Depois de ler e marcar especialmente os pontos que são cobrados em prova, ao final, deve haver sinalização de outras fontes, páginas de apostilas e artigos de leis onde você pode encontrar o mesmo tema. Portanto, na página do livro haverá a página da apostila do curso que você estuda, bem como os artigos 1º, 3º e 4º da Constituição Federal.

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Depois de ler o assunto por diferentes abordagens e fontes, você identificará que a resposta correta é a letra B.

Elabore um roteiro de estudo esquematizado apenas com os assuntos cobrados nas provas anteriores. Nesse tema, em particular, o roteiro será assim:

– Fundamentos da República Federativa do Brasil:

Pedro Lenza – Página 1152

Apostila – Página XX

Referência normativa – artigo 1º da Constituição Federal

– Objetivos Fundamentais da República Federativa do Brasil:

Pedro Lenza – Página 1153

Apostila – Página XX

Referência normativa – artigo 3ºda Constitucional Federal

– Princípios das relações internacionais da República Federativa do Brasil:

Pedro Lenza – Página 1153

Apostila – Página XX

Referência normativa – artigo 4ºda Constitucional Federal

Dessa forma, você estudará apenas o que é importante para a sua prova, de modo objetivo e com uma ferramenta prática de pesquisa dos assuntos. Além de referências normativas, é possível realizar também referências de súmulas dos tribunais superiores.

6-Elimine apostos

Uma ótima dica para resumir os livros e apostilas refere-se à eliminação de apostos. Eliminando apostos, você encontrará a essência do assunto e descartará informações secundárias. Em suma, você terá uma síntese constituída apenas pelos dados mais relevantes.

O aposto corresponde à termo acessório da oração que, ligado a outro termo, o explica ou esclarece. Essas explicações são fundamentais no primeiro contato, no entendimento do assunto. Posteriormente, são dispensáveis e você deve reler apenas a essência. É fundamental marcar apenas a essência, evitar marcar os apostos. Destarte, haverá um resumo bem objetivo para as revisões. As revisões não precisam de apostos, mas sim da essência que será revisada.

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Todavia, devemos lembrar que não apenas os apostos podem ser eliminados, mas também toda e qualquer expressão que não acrescentem ao seu melhor desempenho na prova. Exemplos e casos práticos trazidos pelos livros são importantes para entender inicialmente o assunto, mas nos momentos de revisão frequente podem ser descartados. Vejamos uma aplicação prática, apenas para que você compreenda melhor e lance mão nos temas do seu concurso:

Na página 15 do livro Direito Tributário Esquematizado, o professor Ricardo Alexandre afirma:

“A definição de tributo, acima detalhada, não possui qualquer elemento relativo à destinação legal do produto da arrecadação. Ao contrário, inclusive, é afirmado no art. 4º do CTN que tal dado é irrelevante para definir a natureza específica do tributo.”

Você poderá ler tudo no início, para melhor compreensão e marcar os seguintes trechos essenciais:

A definição de tributo, acima detalhada, não possui qualquer elemento relativo à destinação legal do produto da arrecadação. Ao contrário, inclusive, é afirmado no art. 4º do CTN que tal dado é irrelevante para definir a natureza específica do tributo.”

Nas revisões, você lerá apenas as partes destacadas e vai estudar somente os dados fundamentais do seu concurso.

7-Revise os resumos frequentemente

Pronto, você já resumiu os materiais. Já tem um roteiro mostrando de forma prática onde deve encontrar os assuntos. Agora, é indispensável revisar frequentemente para realmente aprender. Não existe estudo sem revisão. Saiba como revisar e a frequência da revisão lendo este plano de estudo para concurso. Bom estudo!

 

 

Um comentário em “Gosta de estudar marcando o texto? Aprenda a marcar da forma correta

  1. ola boa noite! eu não entendi muito sobre o item 05)Fazer remissões e o item 06) Apostos. Gostaria se possível que fosse enviado uma resposta mais clara e direta. Obrigada!

    1. Bom dia Flávia. O Smartyze agradece a sua participação. Vamos conceituar as remissões e apostos associando a um passo a passo bem prático, assim, acreditamos que o tema ficará mais claro.
      5) Remissão – é uma ferramenta objetiva e direta de busca. Serve para tornar mais rápido o encontro dos assuntos. Permite a leitura interdisciplinar e associada a diferentes fontes.
      Instruções – como fazer:
      1-Identifique o assunto cobrado em uma questão de prova anterior do seu concurso;
      2-Encontre esse assunto em livro/apostila voltado ao seu concurso;
      3-Identifique outras fontes que tratam diretamente deste assunto (se for direito, súmulas e artigos de lei/ se for português, tabelas ou trechos de uma gramática/ sendo outro tipo de matéria, podemos exemplificar também, caso queira)
      4-Ao final, crie um esquema da seguinte forma:
      -Assunto Y
      Autor de livro ou apostila 01 do curso A: página XXX (local onde é encontrado o assunto Y)
      Referência normativa (artigos e súmulas que tratam do assunto Y) – artigo XX da lei XXXX/XX /Ou, sendo português, um tempo verbal, sobre como conjugá-lo, por exemplo:
      Referência gramatical: tabela da página XXX de Pasquale & Ulisses (esta tabela traria como conjugar o verbo)

      Elaborando esse esquema, você não perderá mais tempo buscando onde encontrar os assuntos no momento de revisar (não abra mão de revisar ao mesmo tempo que estuda temas novos, isto é essencial para aumentar a quantidade de informações aprendidas). Além disso, utilizando este artifício, você só estudará aquilo que é realmente cobrado na prova do seu concurso.

      6)Apostos
      Os apostos são termos acessórios, não são indispensáveis à compreensão do tema. Possuem caráter complementar. Ajudam a entender melhor, porém, se não fossem consignados ao texto, não prejudicariam a compreensão. São importantes na primeira leitura do assunto, mas podem ser dispensados nas revisões (já que elas devem ser objetivas e não podem exigir tempo excessivo). Ao marcar o texto, os apostos devem ficar de fora para que, na revisão, você não os leia.

      Exemplo:
      A Ação Penal Subsidiária da Pública, espécie de Ação Penal Privada, pode ser ajuizada se houver inércia do Ministério Público e este não oferecer a denúncia no prazo de 15 dias (se o réu estiver solto) ou 05 dias (estando preso o réu).

      A expressão “espécie de Ação Penal Privada” é um aposto. É uma explicação sobre “Ação Penal Subsidiária da Pública” que não prejudica o decorrer do texto nem a sua compreensão. Para constatar isto, basta ler o texto sem o aposto que você verá que não há qualquer prejuízo. Portanto, nas revisões, e somente nelas, você pode deixar de marcar os apostos, como o exemplificado (espécie de Ação Penal Privada), para que as suas revisões sejam mais rápidas e objetivas. Você lerá apenas as partes marcadas do texto.
      Caso ainda não tenha ficado claro, podemos exemplificar as duas técnicas com um assunto que caia no seu concurso. Para isto, pedimos apenas que nos informe o certame para o qual você está se preparando.
      Esperamos ter ajudado, estamos à sua disposição. Atenciosamente.
      Equipe Smartyze

    2. Apenas mais um esclarecimento: as remissões poderão ser escritas em um documento separado e/ou nos próprios materiais. Por exemplo, ao final de um artigo de lei, você pode escrever a súmula e a página de apostila que está relacionada com ele.

      Seria este caso:
      Artigo 156 do Código Tributário Nacional: Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
      I-propriedade predial e territorial urbana; Abaixo você escreve:
      arts 32 a 34, CTN/ art 15, Dec Lei 57/397, 399 STJ/ 583, 589, 668, 724 STF.
      O vade mecum faz parte deste trabalho, mas é muito limitado, cita poucos dispositivos relacionados. É bom que você faça porque estará aprendendo durante o processo e porque terá material mais completo.

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